Olá.
Eu era um grande fã de hacks de Pokémon. Meus favoritos eram Pokémon Ambar e Pokémon Quartz. Eu achava que eles eram mais "incrementados" do que os jogos normais. Eu também decorei os nomes de todos os mais de 600 pokémons, tipos, evoluções, etc, vários GBAs, e tenho todos os jogos da franquia, originais ou não. Sou um verdadeiro fã de pokémon! Menos do pokémon #105. Esse pokémon até hoje me persegue.
Mas vamos falar de como esse pokémon me perseguiu. Primeiro, eu estava numa loja de jogos. Uma loja bem básica mesmo. Lá haviam diversos cartuchos, inclusive hacks de outros jogos. Havia uma prateleira com diversos cartuchos de hacks de Pokémon. Dentre todos os que eu havia jogado, havia um que eu nunca havia jogado: Pokémon Mystery Tower. Ao perguntar para um vendedor, ele me disse que esse hack apareceu do nada na caixa de correio, e que esse hack é o mais raro de todos, e talvez o único no mundo! Mesmo com os alertas do vendedor de que isso danificaria meu GBA (que eu guardava desde jovem), eu resolvi comprar.
Cheguei em casa. Era mais ou menos seis da tarde, e estava praticamente escuro. Peguei meu GBA em uma caixa debaixo da minha cama, e imediatamente coloquei o meu mais novo cartucho dentro dele. Estranhamente, o mascote da versão era Marowak. Mas não dei muita bola e resolvi colocar ali dentro.
Era um hack de Pokémon Yellow. Colorido, e a introdução era a mesma (olá, sou Professor Carvalho, blábláblá...), até que o jogo começou. O PC do meu quarto não estava ali (estranhamente), assim como a mãe do meu personagem. Mesmo assim segui normalmente até a grama no Norte, onde Carvalho me leva até seu laboratório. Meu rival não estava lá (apesar de eu o ter nomeado), perguntei á Carvalho e ele me disse que o rival foi fazer uma investigação em Cinnabar, junto com dois policiais, já que um "bruxo" roubou um túmulo de Lavender.
Não liguei muito. Meu inicial foi Pikachu (mas o Eevee estava disponível para escolha), e Carvalho disse para seguir em frente, e ele mostra sua coleção de pokébolas personalizadas e me dá a PokéDex. Todos sabem que o Carvalho só recebe as pokébolas quando o seu personagem as entrega, portanto era muito estranho.
Segui normalmente pela grama, mas não apareceram pokémons. Até que eu achei um pokémon, na esperança que fosse Pidgey, não era. O nome do pokémon era "GLITCH" e tinha a forma de diversos sinais matemáticos. Resolvi capturá-lo, usei meu Pikachu e depois de enfraquecer ele, o capturei. Não o nomeei, mas quando consultei minha box, estava ali um Marowak level 222 ao envés do GLITCH. De repente, meu jogo começou a bugar e foi direto para o início, onde ele havia sido salvo estranhamente. Cliquei em Continue e eu estava em um lugar cheio de códigos, como se meu jogo estivesse travando. Identifiquei aquele local como a cidade de... Lavender! Aquela música não me era estranha.
Falei com um old man na cidade. Ele me disse que o Cubone dele pertencia ao filho dele, que morreu em um assalto. Quando fui ver minha box, eu tinha mais de 100 pokémons (incluíndo as aves lendárias, mas elas vem antes de Lavender), 500 Masterballs, 1000 Pokébolas, 200 Ultraballs... era uma maluquice. Entrei na torre para tirar esclarecimentos, quando a recepcionista me abordou.
"Ficou sabendo da novidade? Gary Carvalho foi assassinado."
Entrei em choque.
Como Gary foi para Cinnabar e foi para Lavender sem avisar? Inacreditável. Estava com um frio na espinha. Fui subindo as escadas até a área dos túmulos. De repente, eu vi uma mancha saíndo do chão. Essa mancha me atraiu até ela e me abordou.
"A maldição cairá sobre os pokémons. Venha, sirva de exemplo."
"HOMOSAPIEN wants to fight!"
"HOMOSAPIEN sent out GLITCH!"
Aquela coisa grotesca era um esqueleto saíndo da terra. Já tinha ouvido falar, mas não imaginava que era real.
"Go! MOLTRES!"
Eu tinha que descobrir quem era esse GLITCH. Mandei meu Moltres usar o Peck, mas não causou nada de dano ao GLITCH lvl 111 do Homosapien. O GLITCH usou um ataque chamado "Curse" (aquele mesmo do Black Version) e tornou minha tela preta. Meu GBA estourou, mas estranhamente voltou a funcionar. Cliquei em continue e eu havia terminado a batalha contra o Homosapien. De repente, TODOS os meus pokémons haviam sido substituídos por um Marowak lvl 222. Eu reparei que todos da Torre estavam mortos, com sangue e tudo. Eu e os corpos estávamos num ginásio.
De repente, eu me lembrei do filho do old man. Ele era líder de ginásio e devia ter sido assassinado na invasão dos Rockets. De repente, um Marowak aparece, e me desafia para uma batalha.
"Meu filho e eu éramos pokémons desse pobre homem. Vamos ver se seus pokémons são bons."
"MAMMY wants to fight!"
Meus pokémons estavam zerados. Quando eu cliquei em "attack", o único ataque era "Struggle", que não causava efeito nenhum.
"MAMMY uses CURSE!"
Meu GBA explode mais uma vez. Com medo de ocorrer mais uma maluquice, taquei da janela e logo em seguida, toquei fogo. Fui dormir para tentar me esquecer de tudo aquilo.
De madrugada, pude perceber o som de Lavender ao lado da minha cama. Quando pude ver, um GBA todo estilhaçado na cabeceira da minha cama. Na tela, estava escrito:
"O amor de uma mãe nunca acaba."
domingo, 22 de setembro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
O lado negro do Google
EEm todos os produtos Google existem pessoas que enviam imagens de conteúdo questionável e que, quando denunciadas, são enviadas para um funcionário analisar e julgar se é mesmo conteúdo ruim ou não. De fato, o Google tem vários funcionários só para isso, especificamente contratados para lidar com que a empresa chama de “conteúdo sensível”. Um deles, em entrevista ao site BuzzFeed, relatou como é essa pavorosa experiência.
O funcionário, que não teve seu nome revelado por motivos óbvios, disse que em um determinado dia ele poderia ver cerca de 15 mil imagens de níveis variados de conteúdo questionável. Qual tipo de conteúdo? “Bestialidade, necrofilia, mutilação de partes do corpo, fetiches explícitos e pornografia infantil”, diz o empregado anônimo. Ele precisa fazer isso por que no caso de pornografia infantil, por exemplo, a lei manda que a empresa hospedando conteúdo tire as imagens do ar em até 24 horas.
Ele continua dizendo que “ninguém queria fazer [esse trabalho] dentro do Google”, por isso a empresa recorreu a contratos temporários. No caso desse empregado específico, ele ficou por nove meses fazendo a mesma coisa todos os dias, algo que ele diz que “me colocou em um lugar muito escuro”. Ele cuidava de produtos como o Picasa, Google Imagens e Orkut, mas haviam outros funcionários responsáveis por isso no YouTube.
O momento que ele percebeu que precisava de terapia foi quando o Google recomendou um teste com uma agente federal:
“Ela me mostrou fotos de atividades aparentemente inofensivas e me perguntou qual era minha primeira reação a ver uma determinada imagem. Eu disse “Isso é nojento!” é era apenas um pai com uma criança”.
Vale a pena ler a entrevista inteira, nem que seja para colocar em perspectiva que por mais que o seu emprego seja chato, ele não chega a ser tão traumatizante.
O funcionário, que não teve seu nome revelado por motivos óbvios, disse que em um determinado dia ele poderia ver cerca de 15 mil imagens de níveis variados de conteúdo questionável. Qual tipo de conteúdo? “Bestialidade, necrofilia, mutilação de partes do corpo, fetiches explícitos e pornografia infantil”, diz o empregado anônimo. Ele precisa fazer isso por que no caso de pornografia infantil, por exemplo, a lei manda que a empresa hospedando conteúdo tire as imagens do ar em até 24 horas.
Ele continua dizendo que “ninguém queria fazer [esse trabalho] dentro do Google”, por isso a empresa recorreu a contratos temporários. No caso desse empregado específico, ele ficou por nove meses fazendo a mesma coisa todos os dias, algo que ele diz que “me colocou em um lugar muito escuro”. Ele cuidava de produtos como o Picasa, Google Imagens e Orkut, mas haviam outros funcionários responsáveis por isso no YouTube.
O momento que ele percebeu que precisava de terapia foi quando o Google recomendou um teste com uma agente federal:
Vale a pena ler a entrevista inteira, nem que seja para colocar em perspectiva que por mais que o seu emprego seja chato, ele não chega a ser tão traumatizante.
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